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ARTE, TEMPO E SIGNIFICADO: UM DIÁLOGO COM MARISA E DARFINY MELO



Em um mundo marcado pela velocidade e pelo consumo imediato, a UP Time Art Gallery propõe um olhar mais atento e reflexivo sobre a arte. Nesta entrevista para a revista YOUR, Marisa Melo e Darfiny Melo falam sobre curadoria, branding cultural e experiência sensorial como pilares de um novo conceito de luxo, baseado em tempo, profundidade e conexão emocional.


Bed&House(Perdizes)


Confira a seguir:


Com Marisa Melo

Como você define a identidade curatorial da UP Time Art Gallery e as narrativas que deseja provocar no público?


A identidade curatorial da UP Time Art Gallery nasce muito da minha própria trajetória no mercado de arte e da forma como aprendi a olhar para a obra ao longo do tempo. Não me interessa trabalhar a partir de tendências ou de temas que se esgotam rápido. O que orienta a curadoria é a linguagem do artista, a coerência do trabalho e a capacidade de sustentar uma pesquisa de verdade, com continuidade e amadurecimento.


A galeria funciona como um espaço de acompanhamento, não apenas de exposição. Gosto de entender de onde o trabalho vem, como ele se constrói, quais decisões se repetem e o que vai se transformando com o tempo. Isso vale tanto para artistas em desenvolvimento quanto para trajetórias mais consolidadas. A curadoria acontece nesse diálogo constante, nesse olhar atento para o processo, e não só para o resultado final.



As narrativas que desejo provocar no público passam por desacelerar o olhar. A UP Time não é um espaço de consumo rápido de imagem. É um convite à observação, à aproximação com a matéria, com a construção da obra, com o pensamento que sustenta aquele trabalho. Prefiro provocar reflexão, questionamento e identificação do que oferecer respostas prontas. A galeria existe para criar encontros mais conscientes entre obra, artista e público.


De que forma o tempo e a contemplação influenciam suas escolhas curatoriais e a experiência do visitante?

O tempo influencia minhas escolhas curatoriais porque eu trabalho contra a lógica da pressa. Não me interessa montar exposições pensadas para serem vistas em poucos minutos ou resolvidas em uma primeira leitura. Escolho artistas e obras que sustentam o olhar, que não se esgotam rapidamente e que exigem uma relação mais lenta, quase física, com quem visita.


Isso impacta diretamente a experiência do visitante. Penso o espaço para que não haja excesso de estímulos, nem acúmulo de obras disputando atenção. Prefiro criar intervalos claros, distâncias bem resolvidas, permitindo que cada trabalho tenha espaço real para existir. A curadoria, não conduz o olhar por um discurso fechado, ela organiza condições para que o visitante construa sua própria leitura.


A contemplação está na decisão de reduzir, de editar, de escolher menos e melhor. Está no cuidado com a escala, com a altura, com a circulação. O visitante não é tratado como alguém que precisa ser informado o tempo todo, mas como alguém capaz de observar, comparar, retornar ao mesmo trabalho e perceber camadas que não aparecem de imediato.


Bed&House(Perdizes)


Como equilibrar a liberdade artística com as dinâmicas do mercado e o posicionamento cultural da galeria?


Esse equilíbrio é construído a partir de critério e acompanhamento contínuo. Trabalho com artistas que têm clareza sobre o que fazem, que tomam decisões conscientes e assumem o próprio percurso. A liberdade está nessa autonomia de pesquisa, na possibilidade de desenvolver uma linguagem com consistência e direção próprias.


O mercado entra como estrutura de circulação. Ele organiza visibilidade, estabelece valores e amplia o alcance das obras. A galeria atua mediando essa relação com responsabilidade, cuidando da apresentação, da edição dos trabalhos, do ritmo das exposições e da inserção em contextos adequados. Esse cuidado fortalece a trajetória do artista e preserva a integridade da obra.


O posicionamento cultural da galeria nasce dessa coerência. Cada escolha reafirma um modo de atuar, desde a seleção dos artistas até a forma como as obras são apresentadas e acompanhadas ao longo do tempo. Com isso, a produção mantém consistência, a circulação se organiza de forma sólida e a galeria constrói credibilidade.



Qual você considera ser o papel da curadoria na formação de repertório e sensibilidade estética do público contemporâneo?


Vejo a curadoria como um trabalho de formação pelo contato com obras bem escolhidas e bem apresentadas. O repertório do público não se constrói por explicações ou discursos, ele se constrói pelo hábito de olhar, de comparar, de perceber diferenças de linguagem, de entender que cada obra carrega decisões específicas de forma, matéria e pensamento visual.



Quando a curadoria é consistente, ela cria referências. O público passa a reconhecer recorrências, desvios, amadurecimentos, começa a identificar quando uma obra é resolvida e quando ainda é frágil.

Essa sensibilidade nasce da experiência direta com a arte, não de conceitos impostos. Por isso, penso cada exposição como uma oportunidade de ampliar o olhar, de apresentar artistas e trabalhos que sustentam uma relação mais exigente com quem visita.


A curadoria também organiza um ritmo de aproximação. Ela oferece caminhos possíveis, sem conduzir demais, sem subestimar a capacidade de leitura do público. Ao longo do tempo, esse contato frequente com obras de qualidade forma um olhar mais crítico e mais seguro. É assim que o repertório se consolida e a sensibilidade estética se desenvolve, pelo exercício de observar, reconhecer e escolher.


Com Darfiny Melo

Como o branding cultural orienta as estratégias de marketing da UP Time Art Gallery no contexto do luxo contemporâneo? 


O branding cultural orienta o marketing a partir de valores, não de volume. Em vez de buscar alcance massivo, buscamos construir autoridade por meio de curadoria, narrativa e repertório cultural. A comunicação privilegia profundidade, silêncio visual, consistência estética e conteúdo que educa o olhar, posicionando a galeria como referência de bom gosto e pensamento, pilares essenciais no luxo contemporâneo. 


O “novo luxo” valoriza menos ostentação e mais significado. Como esse conceito se traduz nas experiências e narrativas da galeria? 


Na UP Time, o novo luxo se manifesta na experiência vivida, não no espetáculo. As narrativas são construídas em torno da presença, da contemplação e do encontro com a arte em ambientes cuidadosamente pensados. Cada evento é intencional, exclusivo e carregado de sentido, reforçando a ideia de que luxo hoje é tempo, profundidade e conexão emocional, e não excesso. 

 


Qual é o papel da estética, do sensorial e da curadoria na construção de marcas premium ligadas à arte e à cultura? 


A estética cria o primeiro vínculo emocional, o sensorial aprofunda a experiência, a curadoria sustenta a credibilidade. Em marcas de alto padrão, esses três elementos precisam operar de forma integrada. Na UP Time, a curadoria consciente garante coerência e elevação cultural, enquanto a estética e o sensorial transformam cada contato com a marca em uma experiência memorável e formadora de repertório. 



Quais tendências de comunicação e comportamento você acredita que irão impactar o mercado de arte, luxo e lifestyle nos próximos anos? 


As principais tendências apontam para a valorização do silêncio, da autenticidade e da experiência significativa. O público buscará marcas que ofereçam pausa em um mundo saturado de estímulos, que eduquem o gosto e que se posicionem com clareza de valores. Conteúdos mais autorais, narrativas culturais profundas, experiências presenciais exclusivas e comunidades de pertencimento serão determinantes para o futuro do mercado de arte, luxo e lifestyle. 


Gianfranco Casanova

Poltrona Maurício Bomfim

 
 
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