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Modelo brasileira fala sobre carreira internacional e representatividade negra

Louyse assume inspiração em Naomi Campbell e revela ter sofrido preconceito


Foto: Leandro Franco @l___franco; Styling: Alberth Franconaid @franconaid; Beleza: Pablo Félix @pablo.mua

Para algumas pessoas, em especial jovens, iniciar carreira na moda é um sonho. Nada parece mais glamuroso do que estar em desfiles, campanhas, fotos, eventos… Mas por trás de tantos flashes, muito trabalho. Dedicação é fundamental para conseguir espaço no mundo fashion, principalmente sendo à nível internacional. A modelo Louyse é uma das estrelas que alcançaram este feito e, mesmo sendo um grande nome no mercado, ela desabafa sobre preconceitos e sobre a romantização da indústria artística.


“Minha carreira internacional começou através do meu agente Miguel Crispim. É ele quem me representa internacionalmente e faz conexões com agências do exterior. Ano passado fiz minha primeira temporada em NYC, mas também temos contrato em Miami e em LA”, detalha e acrescenta: “Fico muito feliz com isso porque sempre me inspirei em uma das maiores modelos do mundo, a Naomi Campbell. Além dela ser uma mulher negra que enfrentou barreiras durante a carreira, tem o mérito de ser bem sucedida, respeitada e bonita, mas também extremamente talentosa e profissional”.

Foto: Leandro Franco @l___franco; Styling: Alberth Franconaid @franconaid; Beleza: Pablo Félix @pablo.mua

Profissionalismo é o que não falta em Louyse que, mesmo diante de certa romantização do meio da moda, não vê nisso um problema: “Todo o universo artístico é e sempre foi muito romantizado. Moda, cinema, teatro, música, dança… tudo é arte e é importante que não percamos o brilho nos olhos sobre isso. O erro está quando se romantiza a indústria artística. Somente as pessoas que estão inseridas nesses espaços sabem como funciona a estrutura e com quais desafios lidamos diariamente para que também não percamos o amor pelas nossas profissões”, reflete.

Foto: Leandro Franco @l___franco; Styling: Alberth Franconaid @franconaid; Beleza: Pablo Félix @pablo.mua

Amor ao ofício. É isso que faz com que ela siga em frente, principalmente diante do preconceito que já sofreu em sua carreira: “O racismo está presente no meu cotidiano porque está presente na sociedade, então, sei que ainda passarei por outras situações, infelizmente. Ele atravessa não só o meu ambiente de trabalho, como também toda a minha existência na condição de mulher negra, mas não é algo que me resume. Passei por muitos desafios emocionais no início da minha carreira até entender a grandeza e a importância da minha existência como modelo preta, inclusive esse é um dos motivos que não me deixam desanimar. Hoje, jamais deixaria de viver algo por isso”, finaliza.

Foto: Leandro Franco @l___franco; Styling: Alberth Franconaid @franconaid; Beleza: Pablo Félix @pablo.mua

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